
(Waiting for Inspiration, Anne Karinglass)
Fogem-me das mãos os versos
Negam-me as palavras
as valsas noturnas
Lápis e papel
Bigorna e martelo
Dedos e teclas
Leite seco
empedrado, hirto
- mudos gritos -
Primeiro silêncio
Segundo silêncio
Terceiro silêncio
E entre as parcas idéias:
espaços infinitos
agigantam-se e agitam-se.

1 comentários:
Lívia querida! Estou muito feliz em conhecer seu blog, que põe as cores certas nos seus devidos versos. Nossa, prometo ler tudo com carinho, aos poucos (como gosto de fazer). Essa poesia é mesmo uma valsa. Menina de talento, li em voz alta e não é que tem mesmo ritmo de valsa? Pablo Neruda adoraria ouvi-la - ele gostava desse tipo de musicalidade. Beijos e parabéns.
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