
A minha escrita vem das minhas horas brancas,
dum certo espaço entre o sono e a vigília,
a lucidez e a loucura,
o som e o silêncio.
Este é o fugaz momento em que sou.
Depois, palavras colhidas, frutos selecionados,
mostro-me em fragmentos
- amarela, vermelha, escalas de cinza –
ou oculto em névoa negra aquilo que não quero exposto ao sol.
E mesmo quando me tinjo fractal transparente,
apenas estou.
Representação irreal de mim mesma.
A minha escrita é imagem das cores que visto e das cores que dispo.
dum certo espaço entre o sono e a vigília,
a lucidez e a loucura,
o som e o silêncio.
Este é o fugaz momento em que sou.
Depois, palavras colhidas, frutos selecionados,
mostro-me em fragmentos
- amarela, vermelha, escalas de cinza –
ou oculto em névoa negra aquilo que não quero exposto ao sol.
E mesmo quando me tinjo fractal transparente,
apenas estou.
Representação irreal de mim mesma.
A minha escrita é imagem das cores que visto e das cores que dispo.
(escrito em proposta de exercício do curso 'Erro mas escrevo'. Casa das Rosa, São Paulo, agosto de 2006)



